28 outubro 2012

Como desenvolver a mediunidade

Poucos autores que escrevem sobre mediunidade têm o cuidado de advertir seus leitores que o livro que estão lendo não dispensa o estudo de “O livro dos Médiuns”, o mais completo compêndio sobre a mediunidade.

      A mediunidade é uma faculdade natural do homem. Já sabemos disto há muito tempo, como sabemos que ela é muito antiga. No passado os médiuns foram chamados por diversos nomes, como pitonisas, sibilas, magos adivinhos, feiticeiros, etc, mas sem dúvida nenhuma foi no século XIX que ela se notabilizou e tomou foros de cidadania. 
     A Doutrina Espírita foi revelada pela mediunidade e pelo gênio de Allan Kardec. Há nela uma parte divina, a da revelação, e uma parte humana, a da elaboração kardequiana e de outros pensadores espíritas. Não seria mais simples se Kardec fosse médium psicógrafo e recebesse ele mesmo as mensagens dos espíritos? Não! Não seria. Foi exatamente a independência do pensamento de Allan Kardec com relação ao fenômeno que, que permitiu que ele pudesse analisar friamente as comunicações vindas dos espíritos e adotá-las ou recusá-las. 
     O Brasil tem produzido grandes médiuns, como Eurípedes Barsanulfo, Mirabelli, Yvonne Pereira, João Nunes Maia e muitos outros ainda encarnados, destacando-se Divaldo Pereira Franco pelo seu trabalho assistencial e de divulgação, assim como Francisco Cândido Xavier, a mais perfeita antena psíquica do nosso século. Em mais de quatro décadas de participação no movimento espírita já conhecemos muitos médiuns e muitos candidatos a médiuns que não passaram de candidatos. Conhecemos médiuns excelentes e outros improdutivos, perturbados, ou até obsedados. Já vimos pessoas se esforçarem demasiado para serem médiuns o outros que dariam tudo para não ter nenhuma mediunidade. 
     Depois da mediunidade ter sido tratada empiricamente por muito tempo, usando-se levar as pessoas perturbadas que chegavam ao Centro Espírita à mesa da caridade, para receber seu guia e desenvolver, passamos para uma fase de estudo da mediunidade, de elaboração de cursos simples ou sofisticados e muitos livros foram publicados sobre tão fascinante tema. Poucos autores que escrevem sobre mediunidade têm o cuidado de advertir os seus leitores que o livro que estão lendo não dispensa o estudo de “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec, o mais completo e perfeito compêndio sobre mediunidade. Um dia, em alguma parte, ouvimos ou lemos alguns conceitos sobre o desenvolvimento mediúnico, que re-elaboramos para o nosso uso. Fomos levados a isso pelas inúmeras vezes com que nos perguntaram como desenvolver a mediunidade com segurança e aproveitamento, e respondemos que é muito fácil e até rápido. 
      Para os que desejam desenvolver a psicografia, aconselhamos a começar escrevendo pequenos bilhetes de incentivo a familiares, amigos, colegas de trabalho, aproveitando a motivação de um aniversário, de uma data festiva, de um exame bem sucedido, recuperação de saúde, etc. Depois passa-se a escrever cartas mais longas para doentes crônicos, pessoas que vivem sozinhas, presidiários, e outras circunstâncias. Pouco a pouco, os bons espíritos estarão intuindo-o cada vez que for escrever. Talvez você não publique grandes livros e nem mesmo pequenas mensagens avulsas, mas será muito útil. 
     Se a mediunidade a ser desenvolvida for a falante, ou psicofônica, comece falando coisas boas e bonitas. Não fale palavrões, não pragueje, não ironize. Tenha sempre palavras de harmonia, de paz, de esclarecimento. Conforte os sofredores, oriente os desorientados e a breve tempo os bons espíritos estarão ao seu lado sempre que você precisar falar. Talvez você não faça grandes oratórias, mas será abençoado por todos. 
     Se você aspira a vidência preste a atenção nos belíssimos painéis da natureza. Valorize o sorriso de uma criança e o andar trêmulo de uma velhinha. Veja a beleza da vida e valorize-a. Olhe o céu, as estrelas, a luz argêntea da Lua, o ouro do Sol... 
     Se a mediunidade aspirada for a receitista, leve uma pessoa carente ao médico, pegue aquela receita assinada por um profissional e compre os remédios para o necessitado. É um bom começo, outros modos aparecerão em breve. 
     Porém, se você deseja impor as mãos e curar, antes disso ajude alguém. Dê um banho num enfermo, faça-lhe a barba, converse com ele. Faça-lhe companhia, leia para o paciente, cante uma música, toque um instrumento, faça uma prece... 
     Se você sonha em desenvolver a mediunidade de efeitos físicos, materializar espíritos, lembre-se que a melhor, mais bela e útil materialização de um espírito é através do seu nascimento na Terra. Seja pai ou mãe responsável. Ame os seus filhos e os filhos de ninguém, especialmente os filhos do calvário. Eduque-os, ilumine-os com seu amor. 
     Se você quer ser bom doutrinador, ou dirigente de sessão, aprenda a falar do amor de Deus, do perdão, da bondade. Seja otimista e fale com otimismo. Não faça cobranças morais. Não se deixe envolver pelo desânimo. Intensifique a fé. Valorize a vida, ame o amor. Experimente! Talvez você não venha a ter nenhuma notoriedade, nem seu nome escrito em letras de forma nos jornais, mas sentirá uma satisfação íntima insubstituível. 

Amílcar Del Chiaro Filho Guarulhos, SP 
Publicado em Dirigente Espírita - Julho e Agosto de 1995

24 janeiro 2012

Antidepressivo - Kielmeyera coriacea


Para a depressão

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10 outubro 2011

O Cacilheiro

Cacilhas é uma freguesia portuguesa do concelho de Almada, que está separada de Lisboa pelo rio Tejo. Para conectar esses pontos tão importantes existem embarcações denominadas "cacilheiros". Mas o termo não designa apenas o tipo de embarcação, mas também os seus marinheiros.

Isso é tema para um fado...



Ouça esta versão instrumental, com a grande acordeonista Eugénia Lima:

09 outubro 2011

Fado Portugues - Amália Rodrigues

A melodia...e a interpretação insuperável...



Letra:

O Fado nasceu um dia,
quando o vento mal bulia
e o céu o mar prolongava,
na amurada dum veleiro,
no peito dum marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
meu chão , meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,
vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
do frágil barco veleiro,
morrendo a canção magoada,
diz o pungir dos desejos
do lábio a queimar de beijos
que beija o ar, e mais nada,
que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
que aqui te faço uma jura:
que ou te levo à sacristia,
ou foi Deus que foi servido
dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
quando o vento nem bulia
e o céu o mar prolongava,
à proa de outro veleiro
velava outro marinheiro
que, estando triste, cantava,
que, estando triste, cantava.

Mandala Schleranthus

Scleranthus - (Scleranthus annuus)

Para aqueles que oscilam entre duas diferentes opções. Indecisos, confusos, hesitantes, instáveis. Mudam abruptamente de opiniões e de estado de ânimo. Excêntrico.

























18 agosto 2011